terça-feira, 2 de outubro de 2007
A que viemos
É com enorme satisfação que saúdo os nobres 4 leitores deste humilde blogue, chamando atenção para as próximas contribuições nestas páginas, do preclaro Tertúlio Brígio, que com suas grandes cultura e sagacidade, astúcia e criatividade, enriquecerá nosso espaço. Bem-vindo Tertúlio, após grande espera, o povo se regozija de sua presença. Hip, hip, hoorray.
domingo, 30 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
os dias frios são os mais quentes
Recentemente o Rio de Janeiro passou por uma onda de frio como jamais vista. Por "frio", entenda-se temperatura abaixo dos 20°C. Para mim 17, ou 18° tá um espetáculo, mas neguinho aproveita pra desencavar casacos, gorros, luvas, cachecóis e até, acreditem, sobretudos. Isso mesmo, sobretudos. De fato em alguns dias havia realmente indicação de usar estes apetrechos - ok, menos o sobretudo -, mas na maioria era só uma oportunidade pra ventilar a naftalina mesmo.
Mas o que eu quero dizer é que estes dias são rotulados de "frios". Isso tem uma série de implicações. Como sou uma pessoa que usa transporte coletivo - não pela minha consciência ambiental, é que não tenho carro mesmo -, reparo em algumas dessas desagradáveis conseqüências; nesses dias o pessoal não abre uma frestinha de janela sequer dentro dos ônibus, os que têm ar condicionado não o ligam, e até o metrô, hermético e subterrâneo, se recusa a climatizar-se. Nestes espaços fica então gerado um calor compatível com o de um verão razoável no Rio (verão não-razoável no Rio só é reproduzido no Senegal), além de criar uma piscina atmosférica de perdigotos de tosses e espirros, tão democraticamente divididos por todos os usuários.
Ora, resta saber a quem foi outorgada a autoridade de declarar um dia como "frio", e então determinar o desligamento de condicionadores de ar em todos os espaços coletivos, provocando assim temperaturas muito menos agradáveis do que as normalmente proporcionadas por estes aparelhos, sem dúvida entre as maiores invenções da humanidade. E, a quem possa interessar, eu não reconheço esta autoridade!!! Enquanto me for possível, vou lutar pela permanência dos aparelhos de ar condicionado em funcionamento, não é porque meia dúzia de 3 ou 4 cidadãos declaram ser "frio", que eu vou me submeter a temperaturas de verão num dia de inverno, porra!!!
Esta minha indignação logo já não vai ter mais razão de ser, pois voltaremos à nefasta rotina sai-do-banho-começa-enxugando-água-termina-enxugando-suor. E tenho dito.
Mas o que eu quero dizer é que estes dias são rotulados de "frios". Isso tem uma série de implicações. Como sou uma pessoa que usa transporte coletivo - não pela minha consciência ambiental, é que não tenho carro mesmo -, reparo em algumas dessas desagradáveis conseqüências; nesses dias o pessoal não abre uma frestinha de janela sequer dentro dos ônibus, os que têm ar condicionado não o ligam, e até o metrô, hermético e subterrâneo, se recusa a climatizar-se. Nestes espaços fica então gerado um calor compatível com o de um verão razoável no Rio (verão não-razoável no Rio só é reproduzido no Senegal), além de criar uma piscina atmosférica de perdigotos de tosses e espirros, tão democraticamente divididos por todos os usuários.
Ora, resta saber a quem foi outorgada a autoridade de declarar um dia como "frio", e então determinar o desligamento de condicionadores de ar em todos os espaços coletivos, provocando assim temperaturas muito menos agradáveis do que as normalmente proporcionadas por estes aparelhos, sem dúvida entre as maiores invenções da humanidade. E, a quem possa interessar, eu não reconheço esta autoridade!!! Enquanto me for possível, vou lutar pela permanência dos aparelhos de ar condicionado em funcionamento, não é porque meia dúzia de 3 ou 4 cidadãos declaram ser "frio", que eu vou me submeter a temperaturas de verão num dia de inverno, porra!!!
Esta minha indignação logo já não vai ter mais razão de ser, pois voltaremos à nefasta rotina sai-do-banho-começa-enxugando-água-termina-enxugando-suor. E tenho dito.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Morar sozinho é...
... saber que, ao contrário do que dizem as embalagens, uma caixa de leite longa vida aberta dura uma semana, e não apenas 72h.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
do custo da filha-da-putice II
Pense nas roletas de ônibus e catracas de toda espécie.
As roletas servem para que ninguém passe de um determinado ponto sem que seja visto e autorizado por uma pessoa cujas atribuições resumem-se a receber uns trocados e vigiar, para inibir possíveis fdp que queiram burlar as normas e usar o serviço de transporte sem pagar por isso. Por causa dessa minoria, TODOS devem passar pela malfadada roleta, o que atrasa a viagem, diminui o número de assentos possíveis em um ônibus e outras desvantagens que não me vêm à cabeça neste momento.
E há também esses prédios de escritórios corporativos com mil catracas para os elevadores, e, se não tem um crachá, o indivíduo é obrigado a entrar numa fila para pegra um crachá, se identificar, tirar uma foto digital, etc, o que lhe dá o direito de entrar em outra fila - para o elevador - para subir 37 andares e entregar um papelucho qualquer. A tarefa propriamente dita levaria, imagine-se, 3 a 5 minutos, contando o tempo do elevador. No entanto, porque uma meia dúzia de fdp entra pra fazer merda, TODOS devem ter crachá, e quem não tiver é obigado a tomar um procedimento que multiplica o tempo de realização de uma tarefa inicialmente simples, como entregar um papel, ou pegar uma assinatura, ou coisa parecida.
As roletas servem para que ninguém passe de um determinado ponto sem que seja visto e autorizado por uma pessoa cujas atribuições resumem-se a receber uns trocados e vigiar, para inibir possíveis fdp que queiram burlar as normas e usar o serviço de transporte sem pagar por isso. Por causa dessa minoria, TODOS devem passar pela malfadada roleta, o que atrasa a viagem, diminui o número de assentos possíveis em um ônibus e outras desvantagens que não me vêm à cabeça neste momento.
E há também esses prédios de escritórios corporativos com mil catracas para os elevadores, e, se não tem um crachá, o indivíduo é obrigado a entrar numa fila para pegra um crachá, se identificar, tirar uma foto digital, etc, o que lhe dá o direito de entrar em outra fila - para o elevador - para subir 37 andares e entregar um papelucho qualquer. A tarefa propriamente dita levaria, imagine-se, 3 a 5 minutos, contando o tempo do elevador. No entanto, porque uma meia dúzia de fdp entra pra fazer merda, TODOS devem ter crachá, e quem não tiver é obigado a tomar um procedimento que multiplica o tempo de realização de uma tarefa inicialmente simples, como entregar um papel, ou pegar uma assinatura, ou coisa parecida.
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