segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

G R E S União dos acadêmicos unidos

Olê, olê, olê,
Skindô, skindô,
eu quero você,
vem meu amor.

Naveguei,
pelos mares deste planeta Terra,
encontrei,
beleza que nunca se encerra,
pedi pra oxum encantar esta magia,
meu amor se encantou com a poesia,
o sol trouxe com ele o dia,
e a avenida transbordou de alegria.

E o tempo...
O tempo passou,
tanta mudança fez o povo prosperar,
a festa começou,
a esperança veio nos abençoar.

Ô, ô, ô, ô, ô,
vai meu tico-tico voando,
leva meu coração,
Ô, ô, ô, ô, ô,
a galera tá gritando,
que é campeão.

A imagem que nós vemos,
é aquilo que a gente está vendo,
mas a fantasia que está por trás,
ninguém pode estar esquecendo.

Olê...

Intérprete: Zé prateado.
Compositores: Marquinho puxa-puxa, Nicolau do Império, Tiago pequeno, Zico, Bebé TNT, Carlinhos Mocidade, Pepeu da Tia Nena, Afonsinho da Vila, Zoroca, Babuíno do rabo preto, Marcelo Delegado, Totonho da serrinha, Washington Cleiton, José Roberto Arruda, Carlos Lacerda, Nelson Tenente, Dona Zita, Luiz Alberto do Candango, Tuta mais querido, Bitula e Jorginho caçador.
Enredo: A influência da música de Miles Davis no cinema alemão.

Frases de efeito

Quem vai a uma igreja pedir por emprego, ou está interessado em trabalhar como coroinha, ou acredita que o santo é proprietário de algum empreendimento comercial.

Filosofia de domingo

O homem não é nada; e quanto mais eles são, menos eles somam.

Piada Infame

Nem tudo é garantido. Alguma coisa é Caprichoso.

meio de transporte

Tem sempre um idiota, nas lotações, que se levanta antes do ponto anterior ao qual ele vai saltar. Já percebeu? É o suficiente para encalacrar a saída da condução, ameaçar o seu horário e empanzinar a sua paciência.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aula de português

Dicas de português com o Professor Ladislau Ferreira.

Sempre ouvimos as pessoas dizerem: "Fulano não foi com a minha cara". Bom, isto é um erro crasso de concordância redundando em um equívoco direcional. O verbo ir deve concordar com a pessoa que fala e não com o interlocutor. Se fulano vai, ele não pode, simultaneamente, vir. Portanto, dizer que fulano não foi seria o mesmo erro cometido em eu não vou passarem o verão com meus primos. O correto, em conclusão, é dizer "Fulano não veio com a minha cara". Fulano pode não ir com a cara de várias pessoas, logo, pode-se dizer "fulano não foi com a cara dele". Mas nunca "fulano não foi com a minha cara".
Pérola de Ladislau: "Predileta é a minha palavra favorita".

domingo, 17 de janeiro de 2010

A função da religião para a humanidade

O Sr. Zaphod têm sido muito duro em suas considerações acerca das religiões, afirmando que elas causam um mal à humanidade. De que humanidade está o senhor falando, Sr. Zaphod (o próprio nome dele já é um insulto aos bons costumes). Certamente quer ele com isto afirmar que todas as pessoas fazem parte de uma mesma comunidade global, e todas estas coisas do novo esquerdismo internacional. Não, Sr. Zaphod, não estamos falando da mesma humanidade. Ao menos, o senhor inclui na humanidade uma grande parte da população mundial que, está mais do que claro, não faz parte da humanidade.
Senão, vejamos. Faz parte da humanidade uma pessoa que não tem o que comer, ou alimenta-se tão mal a ponto de ver seus filhos perecerem por falta de uma vitamina x ou y? Faz parte da humanidade uma pessoa que, na sorte de ter onde morar - e que verbo intransitivo este pode ser - não conta com os requisitos mínimos de saneamento básico, segurança, condução e higiene em geral? Faz parte da humanidade uma pessoa que sequer sabe ler a palavra humanidade, seja lá em que língua está escrita? Faz parte da humanidade uma pessoa que está excluída dos principais expedientes da sociedade moderna, quais sejam educação, cultura, lazer? faz parte da humanidade uma pessoa que não tem o que vestir ou até calçar? Fazem parte da humanidade pessoas, verdadeiros povos, que não têm pátria e vivem como nômades, como se fosse um favor habitar e erguer suas bandeiras? Fazem parte da humanidade pessoas que em seus próprios países são obrigadas a conviver com guerras civis, invasões estrangeiras, lutas fratricidas motivadas por água ou petróleo?
Então, Sr. Zaphod, não me venha falar de humanidade deste jeito. Porque estas pessoas que não fazem parte da humanidade, são estas pessoas que necessitam de religiões. São as religiões que explicam a elas que estas condições de "vida" são naturais e não há nada o que fazer. Porque algum ser "superior" fez assim e quem são elas para reclamar, entristecer ou se aborrecer? Quem são elas para tentar mudar alguma coisa? Porque se em algum lugar da América Latina ocorre um terremoto e dizima milhares de vidas, reduzindo à total desgraça a vida daqueles que sobram, que mais soçobram do que sobram, isto é apenas resultado da vontade do ser, que os criou e que agora se cansou deles.
Além do mais, Sr. Zaphod, as religiões cumprem um papel essencial. Elas conseguem manter dóceis como cordeiros e imóveis como rochedos essas populações que não fazem parte da humanidade, para que nós, membros da humanidade, possamos controlá-las com nossas carinhosas forças policiais, desinformá-las com nossa imparcial imprensa e governá-las com nossos respeitáveis reis, presidentes e primeiros-ministros.
Portanto, a religião exerce uma função de utilidade para a humanidade, se compreendermos de que humanidade estamos falando.