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sábado, 5 de dezembro de 2009

Espírito Natalino II ou Eu Odeio a Árvore da Lagoa

E para sustentar esta hipocrisia que se espalha pelo mês de dezembro, uma empresa de seguros (??) banca, há anos, uma torre de luz no meio da lagoa, a Rodrigo de Freitas.

Então tá, uma empresa que lucra com o medo da desgraça e com o hábito de não ajudar quando as pessoas precisam, inventa uma pirâmide de lâmpadas para celebrar o tempo de perdão e solidariedade. Que nojo. Sério, estou enojado. É um paradoxo tão paradoxo que deixaria 1984 no chão.

A raposa ergue um imenso monumento às galinhas, enaltecendo-as por sua excelente habilidade de pôr ovos. De ouro.

Sem contar que aquele trambolho daquela árvore causa um transtorno imenso no trânsito. E em toda a energia desnecessariamente gasta naquilo, numa época em que todos devemos nos preocupar em economizar energia, e não esbanjar. Lembro que até no verão do apagão - o de Fernando II, o eterno - a porra da árvore estava lá, com algumas restrições de horário, apenas.

Fora de brincadeira, durante muito tempo achei legal e bacana essa coisa da solidariedade no natal, de as pessoas desejarem um bom natal, um feliz natal, muito amor e paz pra você, pra você. Mas depois me dei conta de que isso só destaca o monte de selvagens que nós somos o resto do ano, e então toda essa coisa de decoração de natal tem me dado nojo. Além do mais aquele vermelho todo dá um calor absurdo. Gente, que coisa mais inadequada o natal que nós importamos; nesse calor ferrado, uma ceia gigante com comida pesada, frutas secas, um velho gordo e barbudo cheio de roupa, que vem de um polo norte que era para ser de gelo, mas logo, logo não vai mais ser.

Podem até achar que estou sendo mal-humorado, mas acho que a gente tem de começar a repensar certas "verdades" inadequadas que por algum motivo tosco ficaram cristalizadas em nossa cultura.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Espírito Natalino? Fala sério!

Depois de Papai Noel, o maior clichê desta época do ano é "reavivar o Espírito Natalino". OK, obrigado, mas não, obrigado.

Neguinho chega no fim do ano e pensa em "resgatar" o verdadeiro significado do natal. Vamos pensar um pouquinho sobre isso.

O que se pensa a princípio é que o "espírito natalino" - doravante EN - é que as pessoas deviam ter ideais de solidariedade e de bondade, de perdão. O que na verdade só caracteriza como o espírito da hipocrisia. EN prega o respeito entre as pessoas, que todos devem se ajudar e compreender. C@#$%ralho, só no fim do ano?? Reza a lenda que JC - o nazareno - disse algo parecido. Reza a lenda. Acontece que ninguém sabe mesmo se ele existiu, e muito menos quando ele nasceu. Mas isso não importa. Importa que as pessoas fingem que se baseiam nisso ou naquilo, que não serve de base de nada, para justificar coisas absurdas! Então, resgatar o que? O que nunca existiu?

O natal, e também o EN, representa a nossa completa incapacidade de incluir o outro, e, logo, nosso entorno, no nosso pseudodesejo de que todos sejam felizes. Alguns reservam a esta época do ano um nicho de solidariedade a que se negam os outros onze meses. Sinto muito, para mim, não cola.

Ontem foi o dia internacional de luta contra a AIDS. Ao invés de pensar em iniciativas religiosas pela paz mundial, - vamos combinar que as religiões, ao longo dos séculos, têm contribuído muito negativamente pela paz - valorize algo que você mesmo pode fazer pelo bem da humanidade, que é simplesmente usar camisinha. Nós podemos fazer muito mais, mas sempre há por onde começar.